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E porque hoje é dia de reflexão

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Sendo o dia de hoje de reflexão, supostamente o dia em que o POVO vai dedicar algum do seu precioso tempo a pesar, ou a medir conforme se preferir, os argumentos de quem se propõe liderar-nos nos próximos quatro anos, nem me passa pela cabeça andar a mandar mails a pedir a amigos, a conhecidos ou a simples desconhecidos – as novas tecnologias conseguem esta coisa inacreditável: tenho uma lista, enorme, de endereços na minha lista de contactos que não faço a mínima ideia a quem possam pertencer – para votar em fulano ou em beltrano.

ERA SÓ O QUE ME FALTAVA!


Até porque penso que já todos nós tivemos a nossa dose. Chega! Os profissionais das campanhas eleitorais que me desculpem.

Hoje queria apenas desejar uma coisa a todos aqueles que se encontram na minha lista de endereços: VOTEM! Mas espero que o façam em consciência e que não se esqueçam de que quem nos liderou nestes últimos quatro anos e meio – coisa curiosa, não deveriam ter sido apenas quatro? – o fez de forma convicta. Sim, sim. Com convicção, isto porque o Sr. José Sócrates acredita naquilo que apregoa. Ele próprio se farta de o dizer.

Quando forem votar lembrem-se de que várias coisas estavam mal antes do regresso do “nosso querido líder” ao poder, o défice orçamental excessivo, o desemprego, o sobreendividamento das famílias e do país, a ilitracia, a morte anunciada da agricultura, o misterioso desaparecimento dos pescadores, etc., etc., e que depois destes quatro anos e meio continuam tão mal quanto antes.

(Pequena nota: o “nosso querido líder” já tem uma larga experiência governativa, se calhar já não se lembram que ele já fazia parte do governo do Eng. Guterres, era o ministro do ambiente. Sim, aquele da co-incineração.)

Mas o que me preocupa é que todas as questões fundamentais, para o desenvolvimento económico do país e não só, não foram verdadeiramente debatidas nesta campanha. De forma “aparentemente” inexplicável acabamos por bombardeados por questões “muito mais importantes”. Ora as escutas ao Presidente da República, ora o TGV...

Estou a ser faccioso? Não terei acompanhado devidamente a campanha? Talvez! Mas acredito que se fizessem um inquérito àquelas pessoas que foram entrevistadas para a sondagem da Universidade Católica, aquela que dá 38% de intenções de votos ao PS e 30% ao PSD, seriam estes os temas que elas melhor recordam desta campanha.

(Outra pequena nota: a questão do TGV para mim é quase como a das escutas. Não há pachorra! Se bem que, estou muito mais farto de ouvir falar do TVG do que das supostas escutas. Como beirão que sou, ainda me lembro da grande questão dos anos oitenta: passará ou não o TGV por Castelo Branco?)

Esta minha reflexão, e porque hoje é dia de reflexão, já vai longa e termino-a dizendo-vos apenas que se tentou fazer passar a ideia de que não há alternativa ao governo PS. Cá para mim que ninguém nos ouve, só os “grandes” ditadores é que nunca tinham alternativa. Sendo assim, amanhã,

VOTEM!


26/09/2009

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