Bem-vindo!
Sou professor de Ciências Físico-Químicas na Escola EB 2,3 João de Meira em Guimarães. Há cerca de dois ou três anos resolvi iniciar este projecto que está orientado para abordar temas relacionados com a física e a química.
Por gostar muito de usar as novas tecnologias de informação e de comunicação, se bem que, tenho de o confessar, inicialmente não dei muita atenção à internet, nem imaginei o sucesso que ela teria, resolvi juntar o útil ao agradável e criei este sítio.
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Últimas Notícias Adicionadas
Pergunta: Critica a afirmação seguinte: "A combustão de 100 g de carbono e 50 g de oxigénio origina 150 g de dióxido de carbono."
Resposta: Afirmação é falsa porque só podemos dissolver oxigénio com oxigénio e carbono com carbono.
Poluição sonora
Não sei se o leitor costuma ir ao supermercado. Quem vai de manhã, pouco depois da abertura, e procura um carrinho, repara que eles foram estacionados em filas paralelas, mais ou menos do mesmo comprimento. Durante algum tempo, as filas vão diminuindo ao mesmo ritmo e mantêm-se de comprimentos semelhantes. Mas se o leitor passar pelo mesmo sítio umas horas depois, reparará que há filas de carrinhos muito mais longas que outras e que o comprimento das mais longas vai aumentando.
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Portugueses inventam papel com memória
É uma nova descoberta que já foi registada em patente internacional, dois meses depois dos transístores com papel: uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, conseguiu pela primeira vez no mundo armazenar informação em fibras de papel.
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Poema para Galileo
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
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Não me levem a mal mas adoro esta anedota...
Sócrates compra um computador e... telefona várias vezes ao Mariano Gago para o ajudar a usá-lo:
- Mariano?
É o Zé Sócrates. Oh, pá, ajuda-me aqui. Comprei um computador, mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada? Aquilo fecha a que horas?
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Como Lavoisier obteve água a partir de oxigénio e hidrogénio
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Pequena homenagem aos engenheiros
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Planetas extra-solares
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Como se dissolve o sal (legendado em português)
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Pergunta: O que se pode fazer para evitar a corrosão do ferro?
Resposta: O que se pode fazer é evitar que o ferro fique com ferrugem.
Pergunta: Escreve a equação de palavras da corrosão do ferro.
Resposta: óxido (s) + ferro (s) + hidrato (s) → óxido de ferro hidratado (s)
Pergunta: Como se conseguem determinar valores exactos de pH?
Resposta: Com um termómetro próprio para medir a acidez do pH.
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Benfica - Sporting
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Equinócio
Na próxima segunda-feira dia 22 de Setembro tem lugar o equinócio de Outono. Todos sabemos do que se trata. É o momento que marca o fim do Verão e o começo do Outono; é a altura em que o Sol aparece tanto tempo acima do horizonte como abaixo dele. Os astrónomos definem-no de uma maneira precisa: é o momento em que o Sol nos aparece no equador celeste.
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Vídeo do momento
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação -
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas - parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
António Gedeão / Rómulo de Carvalho